quarta-feira, 10 de junho de 2009

A Contrução e Demolição de uma "Estória" parte II

Valéria/Pema Qualinesti Cleric

Os clérigos de Habbakuk geralmente trajam mantos sem capuz azul claro e capuzes azul marinho e um medalhão da fé de prata.
Habbakuk (a Fênix Azul), filho mais novo de Paladine e Mishakal e irmão gêmeo de Kiri-Jolith. Também conhecido como o “Rei Pescador” entre seus seguidores, foi o criador e governa todas as criaturas da terra e do mar. Habbakuk gera as criaturas a sua imagem, e é feroz, implacável e cruel como o lobo, mas pode ser gentil e tímido como o coelho. Ele é personificado pela harmonia natural entre predador e presa, temido e amado simultaneamente. Como representa o eterno ciclo da natureza, torna-se um símbolo de vida eterna além da morte, exemplificado pelo seu aspecto como a Fênix.
Os clérigos trabalham para servir às necessidades de uma comunidade: auxiliam na caça, na pesca, no pastoreio e na prevenção de ataques de animais. Devido a isso, são muito respeitados em suas próprias terras.
Todos os devotos da Fênix Azul (Habbakuk) protegem a natureza contra as criaturas que a destruiriam ou prejudicaram. Os clérigos que residem nas comunidades cuidam dos animais, sejam selvagens ou domésticos.
Você aprendeu os mandamentos da divindade de um mentor, Kemian, chamado de Pássaro Azul devido à sua inconteste fé em Habbakuk num período, que mesmo entre os elfos, a fé nos deuses estava estremecida, causando dúvidas sobre sua presença ou não no mundo de Krynn. Junto com um grupo de verdadeiros crentes você aprendeu a canalizar o poder da Fênix Azul pelo seu corpo, realizando pequenas magias. Kemian, por sua vez, conseguia realizar o que para você pareciam verdadeiros milagres, como a cura de doenças e de ferimentos profundos apenas com a imposição das mãos e as preces à Fênix Azul. Com a vinda da guerra ao continente, com o passar dos anos e a chegada de insistentes relatos e boatos sobre o retorno dos deuses, seus poderes alcançaram um novo nível. Você era capaz de curar ferimentos, os caçadores abençoados por você retornavam com belas presas e sem ferimentos, você era capaz de identificar pessoas envenenadas apenas pelo toque e criar água em suas mãos vazias.
Mas tua fé foi colocada em teste.Você apaixonou-se por um jovem integrante de seu grupo, recentemente incorporado, Harmanutis. O jovem lhe fez um pedido inusitado: você, com acesso ao palácio real, deveria roubar a legendária espada Exterminadora de Dragões(Wyrmslayer) – herança das casas reais de Silvanesti. Harmanutis disse que o roubo iria comprovar não só seu amor para com ele, mas também seu amor por Habbakuk. O sentimento em seu coração por Harmanutis sempre lhe serviu como um porto seguro, e você jamais duvidou de suas palavras ou sentimentos por você. Mas voce sabia também que um ato desses, o roubo de um artefato real do palácio, era passível de banimento de Qualinesti. Você poderia se tornar uma elfa proscrita, uma elfa negra.
A dúvida permaneceu durante uma semana após o pedido, quando iniciou-se o dia sagrado mais importante para os clérigos de Habbakuk, a Festa do Mar. Instituída pelo clero da divindade durante a fundação do Império Ergotiano, a festividade ocorre a cada cinco meses, no décimo terceiro dia. Neste dia, a luta entre seu coração que devia obediência à Harmanutis e sua mente leal à sua comunidade e suas regras terminou. Utilizando-se da distração causada pelas festividades você adentrou o palácio, retirou a espada de seu lugar de descanso e a entregou a Harmanutis.
No dia seguinte você foi presa, Harmanutis não pôde ser encontrado e nem a espada.
Você foi acusada de abraçar o mal e foi considerada uma ameaça a seu povo. Foi trazida perante um conselho de pares, onde apresentou seu caso. O Conselho a considerou culpada por unanimidade e você foi submetida ao ritual do Eclipse Solar, onde seus crimes foram apresentados perante as divindades e você teve a chance de se arrepender. Mas seu arrependimento foi ambíguo e não inteiramente sincero. A luta entre mente e coração iniciou-se novamente. Enquanto o primeiro se arrependia o segundo continuava leal a seu amor, sendo assim, você foi declarada uma elfa negra. Seu nome foi banido dos corações do povo e nenhum elfo terá permissão de proferi-lo novamente.
Ser chamada de elfa negra significa não possuir pátria, nem povo. Proibida de interagir com todos os outros elfos, de qualquer tribo, você será forçada a vagar em exílio, sempre sonhando com a terra natal que jamais verá novamente.
Kemian foi o responsável por escolta-la para fora dos limites de Qualinesti. Você recebeu provisões para viagem, uma armadura e um cajado. E as seguintes palavras foram preferidas por seu mestre:
“Somente através do perdão um elfo negro pode ser aceito novamente nos reinos éficos, mas a redenção muitas vezes torna-se uma prova difícil e perigosa. A maioria que procura esta benesse não sobrevive, embora em algumas ocasiões o próprio ato de sacrifício é o que redime o proscrito”.
“Além disso existe um último ensinamento a ser passado a você. Pelo menos uma vez durante sua vida, um clérigo da Fênix Azul deve deixar seus amigos e sua comunidade para vagar pelo mundo, levando nada além de um cajado e das roupas que veste. Esta peregrinação purifica o indivíduo e lhe ensina a verdade sobre a natureza, a divindade e você mesmo. Vá em paz, criança!

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